Se você está buscando um desenvolvimento mais ágil na sua carreira ou sente que já está pronto para dar o próximo passo, é importante colocar o seu foco na direção correta. Para isso, é preciso compreender a relação entre as suas habilidades (aquilo que você faz bem) e o escopo da posição que você ocupa (aquilo que é esperado de você). Para isso, é necessário refletir: qual tipo de profissional você é?
Conhecer o seu perfil profissional te ajuda a compreender onde estão os seus pontos fortes, além de identificar em quais você não irá empenhar esforços agora. Culturalmente, passamos grande parte de nossa carreira acreditando que nosso foco deve ser em desenvolver os pontos nos quais não somos tão bons. Entretanto, isso é um equívoco, afinal, toda a nossa atenção deve (ou deveria) estar em potencializar nossas fortalezas. Aquilo que fazemos bem e fazemos com mais prazer é com certeza o nosso maior diferencial enquanto profissionais, além de ser onde costumamos gerar resultados de maior valor.
Você conhece os seus pontos fortes?
Se você não sabe ou não tem certeza sobre quais são os seus pontos fortes, existem alguns caminhos que podem ajudar nesse processo de identificação. Antes de conhecê-los, é importante que você tenha como régua o seu próprio desempenho para evitar frustrações ou leituras erradas. Ou seja, compare você com você mesmo, e não com terceiros.
Dito isso, você pode começar o processo com uma autorreflexão. Sendo assim, anote em um papel quais são as suas atitudes que costumam se destacar em um grupo de pessoas. As pessoas elogiam você por qual motivo? Além disso, considere as coisas que você gosta de fazer, o que você julga que faz bem feito. Ao final desse processo você irá confirmar se estes são mesmo os seus pontos fortes.
Se você ainda não está satisfeito com o resultado, converse com pessoas próximas que você admira. Pergunte a essas pessoas quais são as habilidades que elas identificam em você. Escute com atenção e tome nota. Posteriormente, leve para o processo de autorreflexão citado anteriormente.
Um terceiro passo, caso você deseje aprofundar ainda mais a sua busca, é realizar avaliações de perfil. Entretanto, é preciso atenção: não saia por aí fazendo testes aleatórios ou de pouca confiabilidade. Busque por referências de metodologias reconhecidas no mercado, como, por exemplo, o DISC.
Sei meus pontos fortes. E agora?
O próximo passo é saber se o que você está fazendo atualmente é de fato alinhado àquilo que é esperado da sua posição. Hoje, diante da pouca tração na contratação de profissionais de tecnologia devido a um mercado tão aquecido, muitas empresas exigem dos profissionais escopos maiores. Ou ainda, escopos desalinhados do seu verdadeiro papel. Por isso, é importantíssimo reforçar que fazer além do esperado é um dos maiores aceleradores de carreira. Porém, é necessário que isso seja de interesse do profissional, e não apenas uma cobrança exacerbada do seu empregador.
Dito isso, trazemos aqui um questionamento importante para te ajudar nesse momento:
Qual tipo de profissional você é: operacional, gerencial ou estratégico?
Essa reflexão é muito importante, pois, com as expectativas claras, você sabe onde colocar os esforços corretos e obter melhores resultados!
Existem três classificações mais utilizadas no mercado, são elas:
- Operacional: excelente em executar tarefas, aquele que realiza as entregas que garantem o andamento do trabalho. Normalmente um júnior ou pleno.
- Gerencial: ou tático. Tem objetivos por setor que apoiam o negócio. Excelente em planejar as ações. Aqui, geralmente temos seniores e/ou especialistas.
- Estratégico: Foco na visão corporativa geral e no longo prazo. Excelente em liderar times. Aqui, enquadram-se os seniores que optaram por seguir carreira em gestão.
Para te ajudar nessa jornada de descoberta, compartilhamos abaixo parte do que utilizamos aqui na L3 para apoiar nossos colaboradores no seu desenvolvimento e crescimento de carreira em Tecnologia.
Nível Trainee ou Junior
Nossos níveis de entrada são classificados em Trainee e Junior.
De um desenvolvedor júnior, obviamente não é esperado que já tenha domínio da solução. Mas que, além da lógica de programação, tenha um conhecimento básico. Entretanto, se é o seu primeiro contato da vida com aquela solução, você é um trainee. O importante aqui é conhecer suas limitações e pedir ajuda sempre que precisar. Além de ter muita (mas muita, mesmo) disposição para aprender.
Dica de ouro: aprenda a fazer troubleshooting. Afinal, todo profissional de tecnologia precisa dessa habilidade. Caso você nunca tenha ouvido essa expressão, troubleshooting é um termo utilizado na área Tech para “solução de problemas”. Dessa forma, fazer troubleshooting é reunir um conjunto de práticas para corrigir falhas, de forma rápida e eficiente.
Consideramos esta habilidade a mínima necessária para avançar para a próxima fase.
Nível Pleno
Se você aprendeu a descobrir, analisar e resolver problemas (troubleshooting) e já consegue se virar sozinho para garantir a execução das atividades, este é o seu lugar. A partir de agora, você assumirá tarefas mais complexas a cada dia. Ademais, você já está apto a pontuar e corrigir erros mais críticos.
Sobre resolver problemas? Aqui você já é parte da solução! Sendo assim, para seguir o próximo degrau, você só precisa continuar a adquirir conhecimento e manter a prática. Por isso, se colocar à disposição para ajudar é um ótimo caminho. Assim você ganha cada vez mais EXPERIÊNCIA.
Nível Sênior
Hoje em tecnologia, todo mundo é sênior (até se provar o contrário). E o pior é que, muitas vezes, essa prova acontece. Portanto, tente garantir minimamente que atende aos requisitos e está disposto a encarar os desafios pertinentes a esse papel. Evitando assim maiores problemas, frustrações ou mesmo riscos à sua saúde mental. Pare por um momento e responda às perguntas a seguir:
- Você tem domínio da solução?
- Consegue tomar decisões, tanto técnicas, quanto de negócio?
- Tem prazer em mentorar e desenvolver os novos talentos?
- Está apto a revisar o trabalho da equipe?
- Se sente confortável em assumir os riscos mais altos no time?
- Consegue antecipar problemas?
Se respondeu não a pelo menos duas delas, recomendamos que volte uma casa. Você mesmo já analisou quais os pontos que precisa desenvolver, dedique-se a isso. Especialista
Estando aqui, além do total domínio da solução, significa que você já possui também um bom conhecimento do negócio. E isso é importante, pois você é quem definirá a melhor solução baseada na dor do seu cliente. É você também o profissional que alinha a tecnologia já utilizada pelo negócio e propõe novas soluções.
O especialista tem também um olhar de inovação: aprendizado contínuo para aumentar seu cardápio de conhecimentos, soluções, ferramentas e formas de execução. Dessa forma, você sempre terá uma “carta na manga” para o problema do cliente.
Estratégico
Se você tem esse papel, você tem um objetivo muito claro: atingir resultados por pessoas. E como a esmagadora maioria no ecossistema Tech, provavelmente você vem de um escopo mais técnico. Portanto, provavelmente este é o seu maior desafio: mentorar, acompanhar, desenvolver e motivar pessoas para o atingimento das metas enquanto se autodesenvolve, olhando o que falta para que isso seja possível. Podemos garantir: é tão prazeroso e gratificante quanto desafiador.
Na sequência, tanto para quem opta por gestão quanto para especialista, a trilha segue, mas a base de cada caminho permanece. E claro, temos também os papéis em projetos/squads. Estes, ao contrário dos funcionais, são flexíveis e podem variar conforme o projeto, dando oportunidade para todos experimentarem desafios diferentes.
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